Identificação e descrição
Nome do parque/jardim Palácio de Queluz
Região Grande Lisboa
Distrito Lisboa
Concelho Sintra
Freguesia União de freguesias de Queluz e Belas
Data de criação XVIII
Tipo de proprietários Estado
Jardineiro Jean-Baptiste Robillon
Informação de contacto Largo do Palácio2745-191, QueluzTel: +351 214 343 860E-mail: pnqueluz@imc-ip.pt
Página web: http://www.pnqueluz.imc-ip.pt/
Página web: http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=24040
Página web: http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70181/
Localização Coordenadas: 38º 45' 00,65''N, 09º 15' 32,70''W
Latitude: 38.7501805555556
Longitude: -9.25908333333333

História

Em 1654, D. João IV cria a Casa do Infantado que vai integrar a casa de campo de Queluz, antiga propriedade dos Marqueses de Castelo Rodrigo. A partir de 1747, o infante D. Pedro, futuro rei consorte D. Pedro III vai promover uma campanha de obras no jardim e palácio. As obras vão dividir-se em três fases principais. A primeira, entre 1747 e 1758, vai ser comandada pelo arquiteto Mateus Vicente de Oliveira, em que as principais obras centraram-se na adaptação do antigo palácio. A segunda fase, datadas entre 1760 e 1782, vão coincidir com o anúncio do casamento entre D. Pedro III e D. Maria, o que vai tornar necessário a dotação do palácio com espaços adequados a uma residência real. Estas obras são confiadas ao arquiteto e ourives Jean-Baptiste Robillion sob a superintendência de Mateus Vicente de Oliveira. A última fase, iniciada a partir de 1784, teve a direção do arquiteto e sargento-mor Manuel Caetano de Sousa, em que se iniciam novos projetos, destacando-se a construção do segundo piso. A Quinta de Queluz é construída para ser residência de verão dos reis, fazendo dela sua residência permanente a partir de 1794 até 1807, altura em que os reis partem para o Brasil devido às invasões francesas. Em 1908, o rei D. Manuel II cede o palácio à fazenda nacional, tornando-se propriedade do estado. Em 1934 deflagra um incêndio que vai atingir sobretudo o Pavilhão de Robillion e a Sala dos Embaixadores. Em 1940, depois de vários restauros devido ao incêndio reabre ao público, passando para a gestão dos Parques de Sintra a partir de 2012.

Envolvente do jardim

Tem um enquadramento urbano. A sul, a propriedade é ladeada pela estrada Lisboa-Sintra que separa a Quinta de Queluz da Matinha de Queluz. A quinta é atravessada pelo rio Jamor e pela ribeira das Forcadas que desagua no primeiro e a sul passa a ribeira de Carenque.

Descrição do jardim

D. Pedro conseguiu em Queluz uma obra completa, com palácio e jardim de grande qualidade no traçado, na decoração, na proporção e no encanto. Anteriormente à construção dos jardins é explorado o sistema hidráulico pelo Engenheiro Manuel da Maia, aproveitando e construindo minas subterrâneas, galerias, aquedutos, tanques para o abastecimento de água ao palácio e jardins. Nos jardins de Queluz, o ponto em que a relação é mais íntima entre a arquitetura e o exterior é nos dois terraços de buxo – Jardim de Neptuno ou Pênsil e o Jardim de Malta. Limitados por balaustradas, neles se vê com precisão os eixos, o desenho dos buxos, dos lagos e das fontes. A estatuária surge imponente, em que John Cheere foi o autor de uma grande quantidade da estatuária aqui presente. Hoje têm cor de chumbo, mas nos inventários são descritas como tendo sido pintadas de cores vivas e representam sobretudo temas mitológicos. Ao longo da balaustra que circunda o jardim de Neptuno uma coleção de estátuas italianas de mármore mantém-se na mesma posição e divide o espaço manuseado ao pormenor e domesticado, do bosque deixado livre, só cortado por alamedas de passeio. As alamedas são pontuadas por lagos e no fundo a Grande Cascata com uma carranca por onde saía a água. Robillion executou algumas das bordaduras de lagos, assemelhando-se a verdadeiras peças de ourivesaria. Mas a peça mestra de Robillion é a escadaria feita no ângulo dos dois edifícios do palácio virados para o canal: resolvendo uma diferença de nível com o jardim, liga com um efeito cenográfico a grande varanda do palácio com a ponte do canal. O canal é então a peça mais original do jardim; em vez de ser obrigado a conter-se entre paredes retilíneas, é deixado contornar o jardim em curva natural. Armazenar a água no Inverno, servindo-se da sua beleza como espelho e da sua frescura no Verão, levando-a para rega depois para a quinta. O canal separa e funde o jardim de aparato com a quinta de produção. Seguindo a linha da tradição de jardins portugueses, como a Bacalhoa e Fronteira, Queluz fez então deste canal o grande espelho de água onde se refletem os azulejos. Tem que se imaginar que a festa nestes jardins era permanente e todos os anos se representavam óperas, fazendo os sons parte da beleza do jardim, como prova a Casa da Música no meio da ponte que atravessa o canal.

Informação administrativa

Estatuto: Público

Classificação: MN- Monumento Nacional

Instrumento legal: Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910

(Ver Decreto)

Superfície:

Fisiografia topográfica

Cotas altimétricas (de XXX a XXX):

Presença de áreas inundáveis: chuvas torrenciais no Inverno que podem causar o transbordo do rio Jamor

Presença de lençol freático:

Presença de água: alimentada por várias minas localizadas fora dos limites do palácio e a passagem do rio Jamor e da ribeira das Forcadas dentro da propriedade

Clima

(Dados do Instituro Português do Mar e do Ambiente)

Tipo de clima: Csa - Clima temperado mediterrânico, verão seco e quente (Classificação de Koppen)

Temperatura:

- Temperatura máxima mensal: a mais elevada, 28.3 ºC (em agosto); a menos elevada, 14.8 ºC (em janeiro)

- Temperatura média mensal: a mais elevada, 23.5 ºC (em agosto); a menos elevada, 11.6 ºC (em janeiro)

- Temperatura mínima mensal: a mais elevada, 18.6 ºC (em agosto); a menos elevada, 8.3 ºC (em janeiro)

- Temperatura média anual: 17.4 ºC

Precipitação: 774 mm (precipitação total média anual)

Vento:

Intrusões cénicas presentes na envolvente

Autoestrada: não

Estrada: sim

Via de caminho de ferro: não

Outras infraestruturas: não

Exploração agrícola poluente: não

Indústria: não

Central de produção de energia: não

Fauna: não

Outros: não

Bibliografia

CASTEL-BRANCO, Cristina. Jardins de Portugal. Lisboa,CTT, 2014

PEREIRA DE LIMA Jardim do Palácio de Queluz / Quinta Real de Queluz [Internet]. Forte de Sacavém: Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, 2005. [Consultado a 12 fev 2015] Disponível em: http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=24040

Parques de Sintra - Monte da Lua. Palácio Nacional e Jardins de Queluz. [Consultado 12 fev 2015]. Disponível em: https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/palacio-nacional-e-jardins-de-queluz/

Documentos iconográficos

Características do parque/jardim

Tipologia de jardim : À francesa/barroco

Elementos decorativos : Lago, Cascata, Curso de água, Edifício, Fonte, Estátua, Topiária, Balaustrada, Azulejaria, Tanque, Aqueduto, Canal, Repuxos, Cisterna

Elementos vegetais : Árvores de fruto, Arvores

Estatuto : Público

Abertura ao público : Bilhete de entrada

WC : sim

Classificado : Monumento Nacional

Mobilidade reduzida : sim